Inquérito foi pedido pelo Ministério Público Federal e vai correr em paralelo ao trabalho feito pela Polícia Civil
A Polícia Federal também vai investigar o acidente com o bimotor da Noar, que deixou 16 pessoas mortas na última quarta-feira (13), ao cair num terreno próximo à praia de Boa Viagem. De acordo com o assessor de comunicação da PF, Giovanni Santoro (foto 4), o inquérito foi instaurado no dia 15 de julho por uma determinação do Ministério Público Federal (MPF).
O pedido do MPF ocorreu já no dia seguinte ao acidente. E, no dia 15 de julho, a PF abriu o inquérito e designou o delegado Renato Cintra, que é chefe da Delegacia de Defesa Institucional, para presidir as investigações.
Ainda de acordo com Giovanni Santoro, a investigação da Polícia Federal vai correr em paralelo ao trabalho da Polícia Civil, que é chefiado pelo delegado Guilherme Mesquita. Por enquanto, a Polícia Federal ainda não tem linha de investigação definida e não tem prazo para a conclusão.
Santoro explicou também que o delegado já solicitou cópias de relatórios feito por órgãos que fizeram a perícia do acidente, como o Cenipa, além de outros documentos que também foram pedidos pela Polícia Civil.
“São investigações paralelas e distintas e o delegado já começou a despachar nos autos do inquérito policial para diversos órgãos solicitando informações. Quando essas informações chegarem à autoridade policial, ele vai traçar uma linha de investigação e vai determinar o que vai fazer doravante”, afirma Giovanni Santoro.
TRABALHO DA POLÍCIA CIVIL
A Polícia Civil deve tomar os depoimentos na Delegacia de Boa Viagem. Além dos funcionários da Noar Linhas Aéreas, pessoas que já fizeram parte da companhia e também testemunhas do acidente serão ouvidas.
O delegado encarregado da investigação, Guilherme Mesquita (foto 7), passou quatro horas reunido com especialistas em aviação na noite da última segunda-feira (18). Ele quer estar bem preparado para começar a ouvir o que as pessoas convocadas terão a dizer.
Ele também busca informações sobre as condições meteorológicas, sobre o diálogo do piloto com a torre de controle, sobre as condições físicas e emocionais do piloto e sobre a capacitação dos técnicos da manutenção que faziam o serviço no motor do avião.
O delegado informou ainda que já recebeu do Ministério Público Federal uma solicitação de cópia da instauração do inquérito policial. O MPF determinou que a Polícia Federal investigue o acidente.
“Está surgindo um conflito de competência e estamos encaminhando algumas peças à Procuradoria Federal. Estamos também solicitando alguns requerimentos judiciais nesse sentido e esse conflito de competências sai da nossa esfera e parte para a esfera jurídica, onde esse incidente, com certeza, deve ser diluído”, afirma Guilherme Mesquita.
Na tarde desta terça-feira, a polícia deve fornecer à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma cópia protocolada do caderno que chegou à TV Globo de forma anônima e que a emissora entregou à polícia.
AVALIAÇÃO DO CADERNO
Entregue à polícia pela Rede Globo na última segunda-feira (18), o caderno (fotos 2 e 3) com 75 registros de ocorrências — a maioria ligada a problemas mecânicos — em aeronave da Noar Linhas Aéreas vai ser avaliado por peritos. O caderno traz informações registradas pela tripulação durante os voos do único avião (foto 1) que, depois do acidente da semana passada, restou à companhia aérea.
“Ele pode ser objetivo de prova como qualquer documento, escrito, manuscrito, como qualquer outro objeto que sirva para compor a característica do fato. Então ele vai de alguma forma demonstrar como se dava a manutenção ou não se dava a manutenção da aeronave que caiu. Ele é um indício, não é prova, até porque não é o caderno da aeronave que caiu, era de outra aeronave. E aquilo é um indício de como a coisa acontecia”, afirma o diretor de Operações da Polícia Civil, Oswaldo Morais.
Em um dos trechos, um comandante diz que, no dia 10 de novembro do ano passado, os fones de ambos os pilotos estavam com o som entrecortado, o que torna impossível a comunicação entre os tripulantes. No mesmo dia, o comandante destaca que uma pane já informada persiste sem solução. Ele relata que o torque, que é a potência do motor, não atingiu 60% na decolagem.
Alguns registros são do comandante Rivaldo Cardoso, que pilotava o avião que caiu na semana passada. Em uma das anotações, ele pede que a aeronave fique indisponível enquanto os problemas de aumento de temperatura e de potência não são verificados.
DOCUMENTOS ENTREGUES À ANAC
A Noar Linhas Aéreas informou, por meio da assessoria de comunicação, que já apresentou aos representantes da Anac todos os documentos solicitados por eles, inclusive os diários de bordo. A companhia aérea informou ainda que, nos últimos dois dias, os advogados da empresa se dedicaram a preparar a defesa que será entregue por escrito às autoridades da aviação civil.
O pedido do MPF ocorreu já no dia seguinte ao acidente. E, no dia 15 de julho, a PF abriu o inquérito e designou o delegado Renato Cintra, que é chefe da Delegacia de Defesa Institucional, para presidir as investigações.
Ainda de acordo com Giovanni Santoro, a investigação da Polícia Federal vai correr em paralelo ao trabalho da Polícia Civil, que é chefiado pelo delegado Guilherme Mesquita. Por enquanto, a Polícia Federal ainda não tem linha de investigação definida e não tem prazo para a conclusão.
Santoro explicou também que o delegado já solicitou cópias de relatórios feito por órgãos que fizeram a perícia do acidente, como o Cenipa, além de outros documentos que também foram pedidos pela Polícia Civil.
“São investigações paralelas e distintas e o delegado já começou a despachar nos autos do inquérito policial para diversos órgãos solicitando informações. Quando essas informações chegarem à autoridade policial, ele vai traçar uma linha de investigação e vai determinar o que vai fazer doravante”, afirma Giovanni Santoro.
TRABALHO DA POLÍCIA CIVIL
A Polícia Civil deve tomar os depoimentos na Delegacia de Boa Viagem. Além dos funcionários da Noar Linhas Aéreas, pessoas que já fizeram parte da companhia e também testemunhas do acidente serão ouvidas.
O delegado encarregado da investigação, Guilherme Mesquita (foto 7), passou quatro horas reunido com especialistas em aviação na noite da última segunda-feira (18). Ele quer estar bem preparado para começar a ouvir o que as pessoas convocadas terão a dizer.
Ele também busca informações sobre as condições meteorológicas, sobre o diálogo do piloto com a torre de controle, sobre as condições físicas e emocionais do piloto e sobre a capacitação dos técnicos da manutenção que faziam o serviço no motor do avião.
O delegado informou ainda que já recebeu do Ministério Público Federal uma solicitação de cópia da instauração do inquérito policial. O MPF determinou que a Polícia Federal investigue o acidente.
“Está surgindo um conflito de competência e estamos encaminhando algumas peças à Procuradoria Federal. Estamos também solicitando alguns requerimentos judiciais nesse sentido e esse conflito de competências sai da nossa esfera e parte para a esfera jurídica, onde esse incidente, com certeza, deve ser diluído”, afirma Guilherme Mesquita.
Na tarde desta terça-feira, a polícia deve fornecer à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma cópia protocolada do caderno que chegou à TV Globo de forma anônima e que a emissora entregou à polícia.
AVALIAÇÃO DO CADERNO
Entregue à polícia pela Rede Globo na última segunda-feira (18), o caderno (fotos 2 e 3) com 75 registros de ocorrências — a maioria ligada a problemas mecânicos — em aeronave da Noar Linhas Aéreas vai ser avaliado por peritos. O caderno traz informações registradas pela tripulação durante os voos do único avião (foto 1) que, depois do acidente da semana passada, restou à companhia aérea.
“Ele pode ser objetivo de prova como qualquer documento, escrito, manuscrito, como qualquer outro objeto que sirva para compor a característica do fato. Então ele vai de alguma forma demonstrar como se dava a manutenção ou não se dava a manutenção da aeronave que caiu. Ele é um indício, não é prova, até porque não é o caderno da aeronave que caiu, era de outra aeronave. E aquilo é um indício de como a coisa acontecia”, afirma o diretor de Operações da Polícia Civil, Oswaldo Morais.
Em um dos trechos, um comandante diz que, no dia 10 de novembro do ano passado, os fones de ambos os pilotos estavam com o som entrecortado, o que torna impossível a comunicação entre os tripulantes. No mesmo dia, o comandante destaca que uma pane já informada persiste sem solução. Ele relata que o torque, que é a potência do motor, não atingiu 60% na decolagem.
Alguns registros são do comandante Rivaldo Cardoso, que pilotava o avião que caiu na semana passada. Em uma das anotações, ele pede que a aeronave fique indisponível enquanto os problemas de aumento de temperatura e de potência não são verificados.
DOCUMENTOS ENTREGUES À ANAC
A Noar Linhas Aéreas informou, por meio da assessoria de comunicação, que já apresentou aos representantes da Anac todos os documentos solicitados por eles, inclusive os diários de bordo. A companhia aérea informou ainda que, nos últimos dois dias, os advogados da empresa se dedicaram a preparar a defesa que será entregue por escrito às autoridades da aviação civil.
A sua lista telefônica de pernambuco, AQUI!
[Fontes: Rede globo]

Nenhum comentário:
Postar um comentário